Thursday, August 27, 2009

Comeniusstrasse

No dia 11 de agosto de 2006 chegamos à essa cidade chamada Braunschweig. Com um par de palavras em alemão e 8 malas, desembarcamos do ICE e fomos recebidos pela Sra. Martina Stark, uma pessoa que muito nos ajudou. Bem, a vida como a conhecíamos acabava por ali.

Sem apartamento, ficamos duas semanas em um hotel na frente de um belo parque da cidade. Era, de uma certa forma, um alívio frente à todas as dificuldades que estávamos enfrentando. Língua, comida, moradia, ambiente de trabalho, Igreja, ora pois, era tudo novo.

Com a graça de Deus fomos vencendo as dificuldades iniciais, mesmo porque haveriam outras pela frente, e maiores ainda. Fui ser pai em terra estranha. Na hora de dificuldade, éramos eu, Mariane e o nosso Deus nos guardando, protegendo, e dando sabedoria pra cuidar da nossa filha Sofia.

Longe dos ambientes que frequentava no Brasil, pude valorizar o meu antigo local de trabalho, nossa cultura descontraída e o jeito mais humano do brasileiro. Pude também repensar o aspecto ministerial, porque definitivamente o ritmo e o nível em que trabalhava antes não era aceitável.

Em todas essas experiências, Comeniusstrasse foi o endereço do meu apartamento e o nome desse blog. O apê está vazio, estou aqui digitando esse texto sentado no chão da sala. E o blog vai se despedindo também, mesmo por que agora é hora de novos desafios, é voltar da onde vim, e ajudar a fazer o Brasil um país mais desenvolvido e mais justo.

Aos meus amigos e irmãos em Cristo que por aqui passaram, leram e contribuíram, me despeço com um até breve e com a esperança de que, em poucos dias, poderemos nos encontrar após esses anos de ausência.

E ao povo alemão, que nos acolheu nesses três anos, meu muito obrigado. Levarei pra minha terra as melhores impressões e um enorme carinho. Desde já, muitas saudades.

Kyrie Eleison

Tuesday, August 25, 2009

O melhor da Alemanha - Kalender

Pois é, o calendário. Simples assim. Todo alemão tem na sua mão um calendário, de papel ou eletrônico. Quer uma reunião, uma discussão, um projeto, marca um "Termin" com o alemão que sai.

Engraçado. Já li uma pá de livros de "time management", geralmente escritos por norte-americanos. Eles, assim como nós brasileiros, lutam para manter equilíbrio e performance no exercício de diversas atividades. O que falta muitas vezes é a realidade do calendário, aquelas 24 horas do dia, em que apenas algumas poucas são, ou deveriam ser, pra trabalho.

E as coisas parecem absurdas, pra quem não está acostumado. Dia desses recebo por e-mail a programação da reunião de final de ano do Instituto, que será no dia 11.12!! E pior: o passeio do meu Departamento, que vai ser amanhã, já está marcado desde fevereiro.

Bem, assim eles vivem, e caminham a passos largos.

Sunday, August 23, 2009

O melhor da Alemanha - Fahrrad

Fahrrad não é um nome turco, e sim bicicleta em alemão. Enquanto as grandes cidades dos EUA e também do Brasil tentam emplacar o uso das duas rodas e pedal, na Alemanha a coisa já vem de série.

Quase todas as calçadas alemãs são divididas em duas partes: pedestre e bicicleta. Apesar de não haver barreira física de separação, geralmente a bike anda na parte de fora e mais escura, enquanto o pedestre fica com a parte de dentro e, geralmente, mais ampla.



E com uma cultura difundida de uso intensivo, é possível ir pra qualquer lugar de bike. De casa até a DLR eram 7 km, passando por pastos, vacas, lagos e patos. Quem leva mais a sério manda ver 200, 300 km, seguindo cartas específicas pro ciclista ("Fahrradwanderkarte").

A convivência entre ciclista e carro é relativamente pacífica, geralmente nos entendemos com os de quatro rodas.

O melhor da Alemanha - F-1

No embalo da 100a vitória brasileira na F-1, meu primeiro post da série vai pro horário de transmissão da F-1 aqui na Europa. Como é um circo deles, a corrida acontece em horários decentes. Pra mim que vou à Igreja aos domingos de manhã, aquele horário das 9 é sinônimo de video-cassete funcionando no Brasil.



Nesses três anos foi possível ir ao culto, almoçar e assistir as corridas ao vivo. Além disso, pude ir uma vez no GP da Alemanha, dado que o preço é pagável (140 euros na Spitzekehre)

Sunday, August 09, 2009

Chicago e Willow Creek

É a minha primeira vez em Chicago, EUA. E que bela cidade! Lógico, o tempo bom ajuda, mas essa metrópole às margens dos grandes lagos tem muito a oferecer. Terei até o final da semana pra aproveitar e, lógico, go shopping. Sofia quer Mickey e Pato Donald, Mariane quer que eu a surpreenda, como sempre. E eu preciso de uma bolsa nova.



Conforme planejado, saí hoje de manhã para visitar a comunidade de Willow Creek, uma famosa Igreja daqui de Chicago. O lugar de culto mais perto daqui era o que eles chamam de "Campus Chicago", mesmo porque a sede deles fica no meio do nada, muito longe daqui.



Entrei e gostei. A parte musical começou às 9:46, pontualmente. Músicos muito competentes, e gente que sabia cantar e levar o povo a adorar a Deus. Em seguida, um pastor jovem da comunidade mostrou o vídeo do batismo de ontem e chamou o voluntariado pra participar do "Summit" daqui a duas semanas. Nada de novo, é a liderança cristã moderna recrutando mão-de-obra gratuita para os projetos deles.

Então veio a hora da mensagem, trazida hoje pelo Dr. Henry Cloud, um psicólogo cristão. E fui surpreendido positivamente pela mensagem, não apenas pelo conteúdo, mas também pela técnica. Ao invés de powerpoint, Henry usou a Bíblia de capa preta e um quadro branco onde rascunhou suas idéias e pontos principais. Tudo muito claro, com base bíblica. E uma mensagem pra trazer reflexão à mente, em cima do texto de Provérbios 9.7-8.

Se essas novas Igrejas gostam de dar comida enlatada pro povo, hoje foi exceção. Dr. Cloud subiu no palco e mostrou como gente inteligente pode ser usada em prol do reino de Deus. Que gente e técnica assim virem regra.

Tuesday, July 28, 2009

Um mês fora

Meu período aqui na Alemanha se encerra em um mês, se Deus quiser. Depois disso, é retornar ao Brasil e enfrentar novos desafios, levando na bagagem muita coisa boa.

Dentro desse mês estarei postando a série "O Melhor da Alemanha". Lógico, esse negócio de bom, ruim, pior ou melhor é questão de gosto pessoal. Mas pretendo trazer nesse espaço aquilo que esse fantástico país tem de bom pra oferecer. A lista é grande, talvez falte é tempo pra postar.

Então fique ligado!

Tuesday, July 21, 2009

Charles Duke

Gastei a noite de ontem celebrando, de algum jeito, os 40 anos do primeiro pouso do homem na Lua. E entre uma notícia e outra na TV, tentava mostrar à minha filha que o "Waffe" (seria "Rakette", foguete em alemão, mas ela chama avião e foguete disso) um dia pousou na "Mond" (Lua em alemão, isso ela sabe).

Às 21:00 começou o documentário "In the Shadow of the Moon", produzido em 2007 e posto ao ar ontem na TV aberta alemã. Um belo trabalho, com imagens inéditas da corrida espacial, e entrevistas emocionantes com alguns daqueles homens que, um dia, foram os únicos seres desse planeta a colocar o pé em um outro corpo celeste.

No final do documentário, alguns falam daquilo que veio depois. Talvez andar na Lua tenha sido o maior objetivo de suas vidas, depois disso o que viria então? Para Buzz Aldrin, veio a depressão e o alcoolismo. Para Edgar Mitchell, a saída foi investigar OVNI's e coisas assim. Mas para Charles Duke, membro da Apollo 16 e um dos 12 homens a pisar no satélite terrestre, a solução foi Jesus.

Nos momentos finais do filme, o hoje irmão Charles, ministro do evangelho em prisões norte-americanas, diz que

"...na Lua passei apenas três dias, e foi uma grande aventura. Com Jesus, eu tenho uma vida toda pela frente."

Monday, July 20, 2009

Há 40 anos

Pelo mundo hoje são celebrados os 40 anos do primeiro pouso do homem na Lua. Depois de uma década inteira competindo com uma nação comunista e totalitária, coube a um país predominantemente cristão colocar representantes da raça humana por lá. Não foi ninguém da Europa, mesmo porque o nacionalismo de seus países colocou o mundo em duas guerras seguidas. Em 1969 era URSS x EUA. E só.

O pouso do homem na Lua foi a demonstração da soberania dos EUA no mundo daquela época. Pois bem, 40 anos se passaram, ninguém mais voltou lá. Há 5 anos os norte-americanos lançaram um plano de voltar à Lua e depois ir pra Marte. Bem, os republicanos saíram do poder, entraram os democratas com aquelas frescuras de "tirar foto de calota polar" e, no primeiro ano de gestão, Obama reduziu em 40% o orçamento da NASA pra esse ano.

O que temos hoje, segundo um ex-administrador da NASA, é um vazio na exploração espacial tripulada. Com eles saindo de cena, caberá às nações emergentes continuar o legado norte-americano e prosseguir. Mas a tarefa não é fácil: ir pra Marte é bem mais complicado e caro.

Como seria hoje

Peguei do blog do Nelson de Sá:

http://link.brightcove.com/services/player/bcpid271557392?bctid=30020544001